Ballet "Raymonda"

Até onde é possível reescrever uma peça para seguir as exigências de cada tempo? Fiz essa pergunta em um post anos atrás, e acho incrível como ela ainda é pertinente. Em uma época onde o "politicamente correto" impera, muitas obras que foram concebida em outros tempos, com outra mentalidade, hoje por vezes são consideradas impróprias, ou por conter esteriótipos considerados racistas, ou pelo uso de armas pra fazer humor (muito comum em desenhos animados), ou quaisquer outras razões.
A gente sabe que existe a chamada "liberdade poética", e no âmbito clássico, as obras que a gente tanto ama sempre passam por releituras, entretanto sem perder a sua essência. Mas e quando o roteiro original, que sempre se manteve intacto ao longo do tempo, passa por uma mudança causando um plot twist no final justamente por conta do "politicamente correto"? Há o exemplo da ópera Carmen, que há alguns anos causou frisson por uma montagem ter mudado o final para fazer um alerta à violência contra a mulher. E mais recentemente, o nosso post de hoje, uma produção muito esperada de Raymonda, com o Dutch National Ballet, também muda o curso da história. Aqui, a base clássica da obra se mantém, mas é feito algo impensado na época em que a história se passa: é dada voz à protagonista, ela tem o poder de escolher seu destino. Curiosos pra conhecer?

Raymonda
Companhia:
The Dutch National Ballet
Ano: 2022
Elenco:
Maia Makhateli como Raymonda
Semyon Velichko como Jean de Brienne
Young Gyu Choi como Abderakhman
Download:
https://drive.google.com/file/d/1_u9eXRzbBTAaDynGCMnTN9Ns44469sHe/view?usp=share_link

Formato do Vídeo: .mp4

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Comentários

  1. Que versão mais linda! Minha Raymonda preferida, com certeza.

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  2. Ai meu Deus! Esperei muito para ver essa versão! Obrigadaaa!

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  3. Eu tô gritando em todas as línguas. Que alegria finalmente vê essa versão

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  4. Olá Ju,
    A primeira vez que assisti o balé Raymonda,foi na versão de 1989 com Gediminas Taranda,que fez um sarraceno apaixonado, carismático ,fascinante, e já, naquela versão eu queria que a Raymonda escolhesse o sarraceno.
    Durante os anos que se seguiram assisti a várias versões do próprio Bolshoy e outras companhias,e nenhum bailarino,conseguiu transmitir a mesma paixão do Taranda, até a versão de 2019 com Igor Tisvirko,que foi magnífica!
    Mesmo nessa versão, mais recente, eu fiquei insatisfeita com a repetição da mesma versão de 30 anos atrás.
    E você, com essa versão do Dutch, conseguiu realizar o meu sonho da Raymonda escolher o sarraceno.
    O que dizer?Está tudo perfeito nessa versão:os cenários,os figurinos,o corpo de baile,os protagonistas,as soluções coreográficas,inovando com novas possibilidades,sem desrespeitar a tradição de Petipa.
    Amei,com certeza,entrou na minha lista das 3 melhores montagens de Raymonda,a saber:
    1º) Versão de 2019,do Bolshoy com Olga Smirnova,que é ,no momento a primeira bailarina do Dutch,será interressante vê-la dançando essa nova versão, pena que não será com Igor Tsvirko.
    2°) A versão do Scalla de Milão, de 2011.
    3°) Essa versão do Dutch National Ballet.
    Quero agradecer,a sua generosidade em partilhar,conosco,essas maravilhosas montagens,que nós brasileiros,fãs do balé ,só temos acesso por aqui.
    Um abraço,
    Alvarina.

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  5. Penso que as peças não precisam ser reescritas ou mudadas para se adequar, e é um desrespeito com quem criou, além de nos conectar com o passado. Querem apagar algumas coisas.

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